fadocravo

A minha fotografia
Nome: Fadista

Quarta-feira, Junho 10, 2009

"EVOCAÇÃO" - Fernando Farinha

Com esta evocação, da autoria de Fernando Farinha e por si interpretada no Fado Corrido, acompanhado pelo conjunto de guitarras de Raul Nery, se suspende temporariamente este blog, para melhoramentos, dando-se seguimento regular de novos verbetes no blog http://fadistascomoeusou.blogspot.com/



Contudo, para quem acompanhe este trabalho com interesse, fica o aviso de que grande parte dos verbetes vão ser actualizados, pelo que não será em vão consultar, de vez em quando, este blog ...


Vamos, pois, continuar a lembrar e a homenagear o Fado e todos os Fadistas - letristas, compositores, cantadores e cantadeiras, instrumentistas... enfim, todos os

"Fadistas como eu sou"!

VÍDEO DE HOMENAGEM

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Quinta-feira, Junho 04, 2009

MIRITA CASIMIRO - "Maria Papoila"












MIRITA CASIMIRO A ETERNA MARIA PAPOILA

Em 10 de Outubro de 1914 nasceu, em Viseu, Maria Zulmira Casimiro de Almeida. O seu pai foi o famoso cavaleiro tauromáquico José Casimiro. Os seus irmãos Manuel e José eram praticantes da mesma arte. Apesar de ter ficado para a posteridade como a "Maria Papoila", ela foi muito maior nos palcos, onde se estreou profissionalmente em 1935, na revista "Viva a Folia", cantando alguns números e integrada na Companhia de Maria das Neves, no Teatro Maria Vitória. Já desde miúda que cantava e encantava a família e os amigos. Em Lisboa conquistou o público ao interpretar canções tradicionais da Beira Alta, envergando a capucha castanha, feita de burel, das serranas e exibindo a pronúncia da região de Viseu. No ano seguinte fez um aplaudido travesti na peça "João Ninguém" e rapidamente obteve sucesso em revistas e operetas. Em 1941 casou com Vasco Santana e formou uma dupla de enorme êxito. Alguns anos mais tarde e depois de uma dolorosa e algo escandalosa separação, Mirita passou a ser mal vista, no meio teatral, e a sua carreira começou a desmoronar-se. Em Março de 1956 tentou a sua sorte no Brasil, para onde foi trabalhar e viver, sem grande nota. No ano de 1964 voltou a Portugal para trabalhar no Teatro Experimental de Cascais. Em Janeiro de 1966, inaugurou uma nova fase do seu trabalho, estreou-se em "A Casa de Bernarda Alba", de Frederico Garcia Lorca.Voltou ao teatro mais popular e apesar de ter participado em vários projectos vocacionados para a fazer brilhar, desde "A Maluquinha de Arroios" em 1966 e "O Comissário de Polícia" em 1968, não conseguiu recuperar o anterior fulgor. A fatalidade bateu-lhe à porta, em 12 de Novembro de 1968, no Porto, onde sofreu um grave acidente de viação. Impossibilitada de voltar ao palco e deprimida, acabou por desistir de viver, em 25 de Março de 1970, na sua residência em Cascais.


Nome completo: Maria Zulmira Casimiro de Almeida


Data de nascimento: 10 de outubro de 1918 (Viseu)


Filmografia 1937 - "Maria Papoila" - Leitão de Barros
1967 - "Um Campista em Apuros" - Herlander Peyroteo

Data de Óbito: 25 de Março de 1970

(Nota biográfica retirada daqui http://filmes_portugueses.blogs.sapo.pt/34577.html )

Mirita Casimiro era também frequentemente lembrada por Berta Cardoso, que muito a admirava enquanto pessoa e como actriz e com quem trabalhou na Revista "Olaré Quem Brinca", um espectáculo de assinalável êxito; Berta Cardoso estreou nessa revista, entre outros, o "Fado Antigo", de Amadeu do Vale e Raul Portela, fado que posteriormente gravou com o nome de "Perna de Pau".
Brevemente, editarei um vídeo com um registo de voz de Mirita Casimiro.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

CARMENCITA AUBERT




















"Nestes olhos bem espanhóis, há a nostalgia do fado lusitano"
Nascida em Espanha - Barcelona, Carmencita / Carmelita Aubert morreu em Portugal, em 1979, país que adoptou e escolheu para viver durante uma parte significativa da sua vida.

Figura de 1º plano do Teatro e da Canção, em Espanha e em Portugal, Carmencita Aubert também cantava o fado; infelizmente, não tenho qualquer registo de fado da Aubert nem imagino se haverá; podemos contudo ouvi-la interpretando os tangos "Mi vida" e "Un compadrito fue" aqui http://www.todotango.com/english/creadores/caubert.asp
acompanhado de uma nota biográfica.
Também muito interessante e esclarecedor o artigo da Canção do Sul...
Aqui fica a minha homenagem a esta Catalã de alma Lusa, de quem Berta Cardoso, sua contemporânea, falava com muita admiração e carinho.

Quarta-feira, Maio 20, 2009

FADO FAIA - Berta Cardoso e Amália Rodrigues











Martinho d'Assunção, Alberto Costa, Amália, Linhares Barbosa, Berta e Carvalhinho



O "Fado Faia", originalmente intitulado "Feitiço", pertence ao repertório de Berta Cardoso, sendo J. Linhares Barbosa o autor da letra e Martinho d'Assunção o autor da música. Ao ouvi-lo, Amália gostou e gravou-o, havendo por isso quem pense que é do seu repertório.

Perante os dois registos, ocorreu-me fazer este vídeo, podendo assim apreciar-se como cada uma destas consagradas fadistas aborda o mesmo fado, o interpreta e estila.

Nas fotos inseridas no vídeo, podemos ver, a acompanhar Berta Cardoso, o guitarrista João Fernandes e o violista Santos Moreira (foto Brasil-Rio de Janeiro), Martinho d'Assunção (foto Adega O Faia), Raul Nery, Armandinho e Miguel Ramos (foto Luso); a acompanhar Amália, o violista Miguel Ramos (1ªfoto Luso), o guitarristas José Nunes (foto seguinte) e o guitarrista Raul Nery.

As caricaturas são da autoria de Jorge Rosa, um multifacetado artista- caricaturista, figurinista, cenógrafo, letrista... cuja biografia pode ler acedendo a

http://salfino.blogs.sapo.pt/tag/auto+caricatura+de+jorge+rosa

Para consultar a letra deste fado, pode ir até ao site sobre Berta Cardoso

http://www.bertacardoso.com/

E, para saber mais sobre Amália, porque não ir até ao Portal do Fado ?
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1259&Itemid=67

VÍDEO DE HOMENAGEM

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Sábado, Maio 16, 2009

VASCO RAFAEL - "Que fazes aí Lisboa"


"Que fazes aí Lisboa", da autoria de Arlindo de Carvalho e de Mário Gonçalves, a recordar Vasco Rafael.


"Vasco Rafael Simões de Sá Nogueira, nasceu em Angola na província de Moçamedes.
Começou com cançonetista, tendo um início de carreira difícil, até que é convidado de um espectáculo publicitário que se realizava num dos cinemas de Luanda, “Chá das Seis” onde começa a ser notado e vem a atingir um assinalável êxito.
Vem para Portugal e sente as dificuldades de um novo inicio de carreira. Beatriz da Conceição apresenta-o a uns empresários no Porto e lá fica a actuar durante cerca de um ano, é no Porto que grava o seu primeiro disco.
Vem para Lisboa contratado para o elenco do “Painel do Fado”, seguidamente é convidado por Sérgio de Azevedo para actuar no “Frou Frou” , agradou ao empresário que logo o convida para a revista “Ó da Guarda”, onde obtém o seu maior êxito de sempre com o Fado “ROSEIRA BOTÃO DE GENTE” com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Paulo de Carvalho, gravado em 1981 para Rádio Triunfo
Faz ainda parte do elenco da revista “A Aldeia da Roupa Suja”, mas deixa as revistas porque acha que o prendem muito tempo no mesmo local.
Tem algumas deslocações ao estrangeiro.
Já com poetas de relevo a escreverem para ele, realçando Ary do Santos, Vasco de Lima Couto, etc. grava mais uma série de EP e LP.
É contratado para as Arcadas do Faia, onde se mantém até à sua morte prematura.
Estejas onde estiveres Vasco Rafael, recebe esta pequena homenagem da “Linhagem Marceneiro”"

in lisboanoguiness

VÍDEO DE HOMENAGEM

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Quinta-feira, Maio 14, 2009

JAIME SANTOS E MIGUEL RAMOS

















Um apontamento sobre estas duas grandes figuras do Fado - o guitarrista Jaime Santos e o violista Miguel Ramos.




















E dois sonetos da autoria do fadófilo, jornalista e poeta ARMANDO NEVES, autor, entre muitas outras, das letras dos Fados "A Cruz de Guerra" e "Fado Berta", ambos musicados por MIGUEL RAMOS, do repertório de BERTA CARDOSO.

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Sábado, Maio 09, 2009

ANITA GUERREIRO - "Senhora da Saúde"

Nota biográfica:
Uma das atracções mais típicas e queridas da revista, Anita Guerreiro continua ainda hoje a trabalhar e a ser uma autêntica preferida do público, embora actualmente na televisão, onde participa regularmente em telenovelas e séries de comédia. Tal como muitos outros, Anita Guerreiro começou, com apenas sete anos, por ser uma das "miúdas", fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham - sendo "a miúda do Intendente", bairro onde nasceu em 1936. Com apenas quinze anos de idade, em 1952, Anita Guerreiro (nome artístico, pois o seu verdadeiro nome é Bebiana Cardinalli) concorria a um passatempo do popular programa radiofónico Combóio das Seis e Meia. Espantado com o que ouvia, o produtor do programa, Marques Vidal, convidou-a imediatamente para se juntar ao elenco e, poucas semanas depois, estreava-se como fadista no Café Luso. E antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se estreou em 1955. A Anita Guerreiro se deve a criação de um fado-canção que ficou na boca do povo e até Amélia gravou: Cheira a Lisboa, que criou em 1969 na revista Peço a Palavra. Ironicamente, pouco depois desse sucesso colossal, Anita Guerreiro afastou-se da revista durante mais de uma década, apenas regressando em 1982. Manteve-se entretanto activa como fadista, cantando em casas de fados e actuando no estrangeiro.

( in http://www.macua.org/biografias/anitaguerreiro.html)

Com letra de Francisco Radamanto é este fado que Anita Guerreiro interpreta no Fado Alcântara, de Raul Ferrão - "Senhora da Saúde", a Nossa Senhora do Fado!

Vídeo de Homenagem

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